Enhanced Games, Las Vegas, 24 de maio: O esporte finalmente para de mentir

Cinquenta atletas farão neste fim de semana o que todos os outros já fazem em segredo. Só que eles farão isso abertamente. E o mais importante: finalmente serão pagos para isso.

Qual é o valor da sua atuação?

US$ 250.000 por uma vitória. Isso mesmo: um quarto de milhão. Se você quebrar um recorde mundial, o valor dobra para US$ 500.000. E se você pulverizar o recorde de Bolt nos 100 metros? Um milhão de dólares em dinheiro vivo. Sem enrolação com patrocinadores, sem federações retendo tudo. Dinheiro na hora.

Ben Proud fez as contas. Medalhista olímpico em Paris, nadador de nível mundial. Ele precisaria de treze anos – TREZE ANOS – de títulos mundiais para conquistar o que pode embolsar em uma única prova no domingo. Treze anos de treinamento intenso, sacrifícios e performances no auge. Ou uma tarde em Las Vegas.

Fred Kerley, campeão mundial dos 100 metros, almeja um milhão. Thor Björnsson – A Montanha de Game of Thrones – também estarão lá. Não pela glória. Pelo dinheiro. E, francamente, quem pode culpá-los?

O esporte tradicional rouba atletas

Vamos falar de dinheiro. Quanto ganha um medalhista olímpico francês? 80 mil euros pela medalha de ouro. Nos Estados Unidos, 37.500 dólares. Quantias absurdas para pessoas que dedicaram a vida inteira ao esporte. Enquanto isso, as federações, o COI e os patrocinadores faturam bilhões.

Os Jogos Aprimorados colocam tudo em jogo. Um milhão para derrotar Bolt. É claro, é simples, é justo. Os atletas criam o espetáculo? Os atletas levam o prêmio em dinheiro para casa. Conceito revolucionário, não é?

E não são apenas promessas. O dinheiro existe, garantido por investidores bilionários. Peter Thiel, cofundador do PayPal. Trump Jr., por meio da 1789 Capital. Eles já investiram dezenas de milhões. O orçamento é real, os cheques estão prontos.

Doping, mas doping limpo.

Sim, testosterona, EPO, esteróides, hormônio do crescimento. Tudo que faz as federações gritarem. Mas não de qualquer jeito. Campo de treinamento nos Emirados Árabes Unidos, protocolos médicos personalizados, substâncias aprovadas pelo FDA. Equipamentos médicos de ponta, não sucata comprada em uma garagem.

O nadador grego Gkolomeev já quebrou um recorde no ano passado. As federações se recusam a reconhecer isso? Problema delas. O cronômetro não mente. E a verificação também não.

Três disciplinas, três oportunidades

Natação, corrida de velocidade, levantamento de peso. Três esportes onde o desempenho é medido objetivamente. Sem juízes, sem pontuações subjetivas. Apenas cronômetros e pesos. E centenas de milhares de dólares em jogo em cada evento.

Não é complicado: você ganha, fica rico. Você bate um recorde, fica muito rico. Você vence o Bolt, muda de vida.

A hipocrisia tem um preço.

A WADA está indignada? O COI está gritando "escândalo"? Mas essas instituições, que arrecadam bilhões, pagam quase nada aos atletas. Elas preferem mantê-los pobres e "limpos" — bem, supostamente limpos, porque todo mundo sabe que o doping está em toda parte.

Os Jogos Aprimorados estão pondo um fim a essa farsa. Quer que os atletas arrisquem a saúde? Pague-os. Dinheiro de verdade. Não medalhas de chocolate e patrocínios fajutos. Dinheiro de verdade.

Domingo em Las Vegas

Três horas de entretenimento. Shows entre as competições, a Strip brilhando, a América se arriscando. E, acima de tudo, atletas que finalmente poderão pagar suas contas, investir no futuro e parar de passar fome entre as competições.

Se funcionar – e com essas quantias de dinheiro, funcionará – mais edições virão. Mais esportes, mais atletas, mais milhões distribuídos.

O esporte oficial pode ficar com sua hipocrisia. Nós, por outro lado, estamos de olho para onde o dinheiro finalmente vai: para as pessoas certas.

Deixe uma resposta